Precisamos falar sobre sentimentos

Esta semana o jogo “Baleia Azul” chegou à mídia e deixou mães e pais apavorados. Para quem ainda não sabe, é um “jogo” que propõe 50 desafios aos adolescentes e sugere o suicídio como última etapa. Ao ler as notícias, começamos a pensar no que podemos fazer para proteger nossos filhos. Quando começamos a pensar, lembramos não só do suicídio, mas em atos chocantes que possam ser cometidos por crianças e adolescentes, como o menino Kevin do filme “Precisamos falar sobre Kevin”, que me impressionou muito. Daí a inspiração para o título do post.
É claro que pais têm opiniões diferentes, maneiras de educar diferentes, mas uma coisa que não sai da minha cabeça é a importância de fortalecer a inteligência emocional, de falar sobre sentimentos. Precisamos, mais do que nunca, neste mundo cada vez mais doentio, conhecer nossos filhos, fazer com que se abram e acompanhar o que acontece com eles. Só assim poderemos saber quando tem algo errado acontecendo e encaminhá-los para tratamento de um especialista. Mas a partir de que idade devemos falar sobre sentimentos? Já sugeri no blog o livro “Tenho Monstros na Barriga”, de Tonia Casarin, que explica de uma maneira lúdica os sentimentos, e agora conto com a ajuda de uma profissional para dar dicas sobre o tema.

Abaixo, texto de Silvia Leticia, da @psicoterapianarede/www.psicoterapianarede.com.br

“Quando você acha que deveria falar de emoções para seu filho???
Não tem idade para estimular a inteligência emocional das crianças. É interessante, durante as atividades, ir pontuando os sentimentos, assim a criança vai compreendendo do jeito dela cada um.
Enquanto vê desenho animado, o adulto comenta sobre algum sentimento que apareceu e confirma com a criança. Ex: Poxa filho, o dinossauro ficou muito triste por chatear o amigo, não é?
Aproveitar situações com irmãos, coleguinhas e animais de estimação.
Pontuando, a criança vai aprendendo a reconhecer suas emoções e posteriormente a lidar com elas”.

Silvia indica outros três livros, da editora Paulus, para lermos para nossos pequenos “Ser grato é sempre bom!”, de Michaelene Mundy, “Quando você está doente ou internado”, de Tom McGrath e “O que é depressão?”, de Therese J. Borchard.

 

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